Visualizações

Magos Verdadeiros

De Mystical Tales

Os relatos a seguir foram anotados por Linus Jewllar, Pesquisador Arcano de Drinshan, em 847. Linus encontrou o Cachimbo Extraordinário de Aristarco, que lhe contou uma interessante história em troca do velho cachimbo.

Conteúdo

O Relato do Louco

Então você me pergunta sobre os "magos tradicionais"? Ora.. sim, tenho o que dizer sobre eles, os magos verdadeiros, pois ouça com atenção, jovem tolo!

No quinto ano depois que Umbra deixou os homens em paz, você sabe, o quinto ano da Era Mortal, houve um evento único de toda a história! Havia até então uma união fraterna entre os membros da Ordem Umbral. Acho que já ouviu falar da Ordem Umbral certo? Olhar, olhar, olhar, não fazer nada sobre nada. É o lema deles, hum?

Mas nesse ano, um ano muito especial, os Mestres da Ordem puderam finalmente prever parte dos destinos dos homens no futuro. Sim, tinham finalmente uma visão do que poderia acontecer na época que se seguiria. Você sabe, o destino existe, mas se altera a cada ação que tomamos! E o que aqueles sujeitos viram nos destinos, jovem, não era nada bom! Eles não gostaram nada daquilo!

Os Mestres previram uma catástrofe e logo a notícia se espalhou entre todos os membros da Ordem, como ocorria com todas as outras notícias. Muitos ficaram tristes, pois veriam o mundo ruir diante de seus olhos! Outros, dizem, com a alma fria depois de tanto praticar a magia de Min'Gorad, torceram para que essa catástrofe chegasse logo.

Mas o problema, jovem, não é que eles sentiram pena ou ânsia. O problema é que eles quebraram com o voto de que nunca iriam interferir no mundo exterior. Deixaram de lamentar, para agir! E isso mudaria de maneira direta e indireta todo o Infinitum.

Havia Hamatur, o Mestre da Umbra que havia aperfeiçoado o domínio da Restauração e da Alteração. Jerthall, Mestre que havia aperfeiçoado a Destruição e a Alteração. Kellmaj, Mestre que havia aperfeiçoado o domínio da Destruição e Necromancia. O que eles não sabiam, é que a energia com que se envolviam talvez influenciasse intimamente seus seres!

Mas se influenciou ou não realmente não importa. O que importa, jovem, é que eles agiram. Quebraram um voto ancestral de aperfeiçoamento do próprio espírito feito em tempos remotos, feito por eles mesmos.

A verdade é que esses três poderosos Mestres, acompanhados de alguns seguidores, foram ou expelidos da Ordem Umbral, ou saíram por conta própria. E o conhecimento que tinham, foi embora com eles. Agiriam, de uma forma que a maioria dos homens, incluindo você jovem, não entenderia jamais. A verdade é que manteram Hellfar em equilíbrio por mais tempo do que preveram os antigos Mestres.

O Grande Mestre da Ordem, muito ocupado em não fazer nada sobre nada, não fez nada.

Mas se você perguntar para um mago negro quem foi que resolveu agir primeiro, ele dirá que foi Hamatur, assim como os magos brancos dizem que foi Kellmaj e os magos vermelhos culpam os dois. Nenhum deles quer ter sido o primeiro.

Desde esse ano, o termo "mago" passou a ser melhor difundido entre os mortais, assim como a magia. Da mesma forma, os exilados da Ordem Umbral se apegaram mais e mais a suas magias e tradições.

Os Magos Brancos

Mago Branco

É dito que Hamatur foi o primeiro a quebrar seu voto. O primeiro dos Mestres da Umbra que resolveu interferir em Hellfar. Ao ficar sabendo da catástrofe que atingiria o mundo e talvez Infinitum, ele jurou que faria com seus discípulos o serviço da Salvação. Lutaria contra qualquer força entrópica do mundo, ou seja, contra qualquer força que poderia levar a sua destruição. Ele e seus discípulos trajaram robes brancos e se nomearam Magos Brancos. É a tradição dos magos brancos que controla os dois caminhos, da Alteração e Restauração.

Os Magos Brancos defendem Hellfar desde então de qualquer catástrofe maior, e pendem suas atitudes para a razão, a civilização e a justiça. Só se tornam magos brancos aqueles que foram treinados por outro mago branco, que passaram pelos ritos do Cômputo das Luas. São os mais organizados entre os ditos Magos Verdadeiros, por vezes formam conselhos para promover o bem maior. Mas sua postura, eles sabem, é necessaria para evitar que o pior ocorra caso a força dos Magos Negros prevaleça.

Defendem o bem como um princípio essencial que deve ser assegurado a todo custo, pois é o maior tesouro de Infinitum. E os Magos Brancos que deixam de agir com benevolência e altruísmo perdem suas forças com o éter para sempre. Tornando-se assim individuos muito fracos. Costumam agir com lealdade, mas na verdade podem trair qualquer um(embora essa atitude possa ser destrutiva, nesse caso, eles a evitam) para um bem maior, e essa é sua maior verdade. A Salvação está acima de tudo. Poucos desconfiam desses homens que demonstram a verdade em seus próprios atos e palavras. Embora sejam também guardiões, e evitam revelar o desnecessário aos ouvidos e olhos alheios.

Os magos brancos seguem a Conduta Branca.

Os Magos Negros

Mago Negro

Kellmaj era um mestre da Necromancia e da Destruição. Os Magos Negros defendem fielmente que ele resolveu quebrar seu voto ao ver que Hamatur quebrou o dele. Ele se propôs, com os seus seguidores, a ser a força opositora no mundo, o que traria a entropia, ou o fim, e balancearia as atitudes de Hamatur. Alguns, conhecendo os magos negros, acham que essa postura de balancear é apenas um eufemismo. Afirmam que os magos negros mais desejavam realmente era a destruição absoluta.

O objetivo final dos Magos Negros é a destruição completa de Infinitum, acreditam que assim Umbra começará um novo serviço, provavelmente mais aperfeiçoado. Acreditam que a Entropia para qual Hellfar estava migrando quando os Mestres a preveram não deveria ter sido evitada, pois era a vontade do próprio universo, e que ao apoiarem essa entropia, poderiam ser levados pela propria Umbra a esse novo universo. Acreditam também que a postura dos Magos Negros é consequência da atitude errônea dos Magos Brancos, e deverá portanto ser sustentada até que não haja mais nenhum deles vivendo.

Por seu princípio destrutivo, os Magos Negros agem sempre tentando causar um dano maior. São conhecidos como os que mais ocultam as cores das suas vestes, e trouxeram uma péssima reputação aos arcanos que trajam negro. Traição, corrupção, qualquer ferramenta que traga a ruína da sociedade e da própria magia podem servir ao Mago Negro. Mas isso não significa que trabalhem nisso todo o tempo. São em geral, egoístas na busca de poder para realizar algo realmente grandioso. Não possuem escrúpulos e encaram a realidade de maneira fria, ignorando as ilusões do que chamam "benevolência". Por outro lado, respeitam acima de tudo os fortes, reconhecendo quando perdem e vencem, uma faceta leal de seus membros.

É dito que os Magos Negros destróem a si mesmos. Aprendizes destróem seus mestres após terem completado seu treinamento, se forem fortes o suficiente. Mas como os outros magos verdadeiros, fazem o rito do Cômputo das Luas.

Esses magos seguem a Conduta Negra, um código oculto, apenas conhecido entre eles mesmos.

Os Magos Vermelhos

Mago Vermelho

Muitos disseram que os Magos Vermelhos eram um acidente. Outros disseram que eram os verdadeiros heróis. Todos concordam que são de fato controversos. Mas a primeira impressão, de que são indecisos, é pura ilusão.

Jerthall dominava o fogo e o gelo. A Alteração e a Destruição. Dizem que era um Mestre impulsivo, ao ver Hamatur e Kellmaj quebrando seus votos, não se conteve em quebrar o seu para assegurar a neutralidade das situações. Achava que ambos eram extremos demais, queria evitar a Entropia de Kellmaj mas achava que a Salvação de Hamatur poderia desbalancear o fluxo dos mundos. Em princípio, manteve-se neutro a tudo como os outros da Ordem Umbral, mas quebrou seu voto quando jurou agir para que a neutralidade fosse mantida. E como ele, fizeram seus seguidores. O manto vermelho caracteriza a neutralidade e a ação, oposta a cor dos mantos da Ordem da Umbra, que diziam ser o azul da neutralidade passiva. Esses magos respeitam muito os seus mestres, de quem herdam todo o conhecimento. Passam também pelos ritos do Cômputo das Luas, que assegura sua neutralidade.

As ações dos Magos Vermelhos variam, sempre agem do lado contrário do que a balança pende. São portanto, de certa forma, mais infames do que os Magos Negros, de quem pode se esperar o pior. Os Magos Vermelhos podem lhe ajudar num momento, e ao ver que você está agora em vantagem, lhe trair sem nenhum escrúpulo. Mas geralmente são apenas indivíduos reclusos, agindo apenas quando acham que realmente é necessário. Nos outros aspectos, são respeitados por serem quase como os mitológicos magos da Ordem Umbral, valorizando muito o conhecimento.

Vivem sob a Conduta Vermelha.

O Cômputo das Três Luas

Sim, três Luas, jovem tolo. Houve uma noite em Hellfar em que se podia ver Luna, Mond e Kaylin sob a forma de luas. Uma prateada, outra vermelha, e outra negra como um buraco entre as estrelas.

Hamatur, Kellmaj e Jerthall se reuniram com todos seus seguidores em uma planície onde hoje fica Aglarond, e para evitar que o princípio de seu conhecimento fosse violado, invocaram a presença divina das três deusas. Foi a noite mais mágica de Hellfar.

Os magos negros banharam-se no sangue de touros negros, jurando defender a Conduta Negra ou perder toda sua capacidade de manipulação da magia, sua maior paixão. Fizeram isso sob o testemunho de Kaylin.

Os magos brancos então banharam-se no sangue de cervos, jurando agir sob a Conduta Branca ou perder todo seu poder, tornando-se fracos e incapazes. Mond testemunhou o juramento.

Os vermelhos banharam-se com o sangue de cordeiros, jurando a Conduta Vermelha ou tornarem-se incapazes de realizar qualquer encantamento. Luna testemunhou a promessa.

Comos os primeiros magos, os futuros banhariam-se em sangue e jurariam.

Nessa noite, os magos verdadeiros se abençoaram e se amaldiçoaram. Seguiu-se um longo periodo de escuridão sob a imagem das três luas, os magos discutiram e discutiram.

Por fim, os Magos Vermelhos concordaram que a entropia que espreitava o futuro desbalancearia o mundo como conheciam, o mundo como deveria ser. Eles tomaram dessa vez o partido de Hamatur. Os magos negros desapareceram da reunião, prometendo evitar que a ação dos outros se cumprisse.

Essa reunião, jovem, terminou com Jerthall, o arquimago vermelho, se entregando a Luna, sua vida, sua alma, sua existência, para que a entropia não ocorresse em Hellfar.

E essa foi a primeira das duas vezes que os Magos Verdadeiros se reuniram. Assim, Luna selou o Cômputo das Luas.


Atualmente

E esses magos, bem, continuam no mundo esperando para cumprir com seus deveres. Estudam o quanto podem, e não se engane, hoje não passam de gananciosos presos a códigos de conduta! Pouco se importam com as disputas ancestrais, embora saibam que estejam presos a elas. A maldição e benção desses antigos arcanos segue até hoje, movida principalmente pela sede de poder, pela vontade que a magia instiga no espírito dos jovens. Pois não se conhece, jovem, nenhum arcano capaz de controlar mais de um domínio da magia que não sejam os magos verdadeiros.

Os magos verdadeiros desprezam os outros arcanos, desprezam os conjuradores independentes pela sua falta de capacidade. Para eles, a magia dos Thran, dos pesquisadores, dos arcanos de Volund e de todos os feiticeiros(como eles chamam os que não são magos verdadeiros) não passa de uma tentativa falha de tentar entender a magia. Eles respeitam os espiritualistas, mas em princípio concordam que são superiores por sua magia avançada. Espere portanto encontrar muito orgulho neles.

Quanto a mim, não me olhe com essa cara, eu visto laranja! Mago negro é a sua velha avó! Ora, infante idiota, já chega, me deixe em paz agora! Diabos, esse cachimbo não vale tanta saliva!

Veja Também

Ferramentas pessoais