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O Caçador Escarlate

De Mystical Tales

Numa noite chuvosa na taverna de Belsand...

Certo, certo agora a minha vez de contar uma historia, e vai ser o ultimo trabalho do Caçador Escarlate...

Benthos começa a falar...

Caçador Escarlate era um grupo que meu pai liderava, e antes dele o meu avô e antes o avô do meu pai e por aí vai. O Grupo já existe há anos, e assim com sua liderança, o conhecimento também é passado de pai pra filho na família Venator, mapas, livros gravuras, tudo relacionado a criaturas, um acervo imenso.

~ bebe um gole da cerveja ~

Primeiro os membros do grupo: John Venator, líder do Caçador Escarlate e devoto de Luna, como todo Venator que se preze e, é claro, meu pai. Ururu, um orc não muito inteligente ou silencioso (habilidade de suma importância para a caça), mas para alguns trabalhos, era necessária força bruta e o orc era mais forte que um touro raivoso! Tinham dois elfos também, irmãos, o mais jovem, Turkelva, um exímio domador de animais e o mais velho, Istakelva, caçador, assim como meu pai, vale lembra que esse dois elfos fazem parte do grupo desde quando meu avo era o líder. E o último membro, um jovem curandeiro, cansado de viver de esmolas e sedento por aventuras, chamado Theodor, sua habilidade com a cura, tanto mágica quanto mundana foi muito bem vinda.

~ bebe outro gole da cerveja ~

O último trabalho do grupo foi um serviço para um mago muito rico, natural de Belsand, que chegou a Luya procurando o Caçador Escarlate, afinal de contas o grupo tinha certa fama. A proposta do mago era irrecusável, mas o trabalho incrivelmente difícil: Pegar um filhote de Dragonete Vermelho. Foram três meses ate o termino dos preparativos para a caçada, o mago providenciou armaduras impregnadas com magia, próprias para resistir a danos de fogo. Meu pai estudou mapas, os elfos se encarregaram de reunir informações sobre a besta, o curandeiro passava horas a fio conversando com o rico mago e o orc bebeu muito nesse tempo!

~ tira um naco do coelho assado ~

O ninho das feras ficava em uma montanha, a dois dias e meio de Luya, no passo dos cavalos. Deixaram os animais no sopé da montanha e subiram, estavam preparados, rotas estudadas, cordas e demais ferramentas prontas, a subida foi rápida, e quanto mais se aproximavam do cume, mais o mago e o curandeiro tremiam, meu pai e os elfos ficavam excitados pela caçado por vir e o orc arrotava e peidava regulamente, como de costume.


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No topo, uma clareira ampla cercada por rochas, dois Dragonetes adultos, um ninho com dois filhotes e um ovo vermelho. Logo as feras perceberam a presença do Caçador Escarlate, uma correu para o ninho, outra, a maior e de cor vermelho sangue, lançou uma labareda de fogo, a armadura mágica resistiu perfeitamente, nenhum dano aos aventureiros. Logo todos em posição, flechas e magia voando, enquanto a fera lançava bolas de fogo sem parar, sem nenhum efeito. Em pouco tempo, a criatura estava cravada de flechas, muito ferida, e ai a vez de Ururu, correr com o machado enorme em punho, a ferra não tinha mais forças, e em pouco tempo estava morta. Enquanto o orc comemorava, o segundo Dragonete deixou o ninho e avanço com raiva, velocidade e precisão, desceu a garra no orc, sua armadura mágica foi rasgada de lado a lado, assim como o seu estomago. Desespero. Meu pai largou o arco e avançou loucamente para tentar salvar o amigo, mais flechas e magia voava. A fera recuou e meu pai começou a puxar o corpo inerte. Mas a fera, movida pela fúria, desferiu mais um ataque, uma mordida poderosa. John esquivou, mas não o suficiente, a criatura abocanhou sua perna de uma vez só. O dragonete estava prestes a terminar o serviço e matar o meu pai, mas o mago de belsand lançou uma poderosa magia, a fera ficou bastante ferida e fugiu voando, mas antes passou pelo ninho e pegou os dois filhotes com suas garras. Um ovo sobrou, a missão estava completa, mas ao custo de uma perna e uma vida.

~ O narrador seca a caneca ~

O Caçador Escarlate voltou para Luya apenas um dia antes da guerra, ou que sobrou dele. Quando tudo começou, o mago ainda estava na cidade, e por sorte tinha um barco que o levaria a Belsand, seguimos junto com os barcos de Kanar. Os irmãos elfos correram para proteger seu lar, e nunca mais tivemos notícias deles. Theodor ficou um tempo em Belsand, mas rumou para Kanar, logo conseguiu lugar num barco que saiu pelos mares atrás de novas terras, longe da guerra. Meu pai comprou uma casa em Belsand com as moedas do último serviço, mas todo o acervo da família ficou pra trás, em Luya, não deu tempo de salvar nada.

Mais cerveja Gerard!!!

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